terça-feira, junho 11, 2013

Notas de Baptismos de Capa Nojentos

Estado em que ficaram as capas, após o "baptismo"
Foto enviada por Rosarinho Roldão, aluna da ESELx que denunciou o caso no Facebook do N&M. Ao que parece, e segundo outras fontes, algumas destas capas estiveram depois no arraial do IPL.

Pelos lados da ESE de Lisboa temos, segundo nos foi relatado, destes inauditos preparos a que ainda têm a distinta lata de chamar "Baptismo das Capas", feito com vinho, cerveja, ovos e farinha.

Mediante o relato e imagem, apenas podemos dizer que é uma vergonha, sem dúvida, lastimável para a imagem e respeito que deveria merecer não apenas a capa, mas a própria tradição e cultura académicas e, em última (ou primeira) instância, a própria instituição em que se inserem.

Só não e percebe por que razão os donos dessas capas se sujeitam a tal desrespeito.
Excesso de alguns "praxeiros" ou prática feita sob os auspícios da Comissão de Praxe? A esta última caberá, se assim o desejar, esclarecer o sucedido.

Esperemos, pelo menos, que não acrescentem a isso o mito de dizerem que a capa não pode ser lavada (pois ainda há parvalhões que afirmam isso a pés juntos, coisa que, como AQUI já explicámos, não tem fundamento algum), que uma capa assim conspurcada é indigna de ser envergada sem antes passar por uma lavagem (o que não faltam aí são lavandarias que limpam a seco).

Justifica-se o adjectivo nojento no título, porque o é, quer na atitude quer no resultado, num acto sem fundamentação histórica ou lógica, mas antes num gratuito vandalismo que merece veemente repúdio.
Sirva a denúncia para as pessoas porem mão na consciência e acabarem com javardices que nada têm de Praxe.


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NOTA 1: Obviamente que este artigo irá merecer, como represália, que o N&M seja barrado, a partir de agora, de aceder ao Facbook da dita Comissão de Praxe, como é próprio de ditaduras infantis e de quem não sabe lidar com o contraditório.
NOTA 2: Pelos lado de Peniche, na ESTM, parece haver também especial gosto por farinha, mas neste caso é pelo traje todo.
 
 



Fotos linkadas do FB da Comissão de Praxe da ESTM

51 comentários:

Anónimo disse...

Sei bem do que falo quando no Porto há demasiadas situações iguais ou muito parecidas. Este ano, pela primeira vez, vi na monumental serenata pessoal de psicologia (não sei se da FPCEUP ou não... só lhes vi a cor) a esticar as capas no chão e a despejar uma garrafa INTEIRA de vinho do Porto em cima de cada capa, sendo depois a mesma traçada aos afilhados naqueles preparos.

Anónimo disse...

O ridículo é mesmo a aluna que enviou essa foto. Não joga bem com o baralho

Guilherme disse...

Olá. É a primeira vez que comento o vosso blogue. Há posts que não sei ainda se partilho da mesma opinião, mas que tenho que aprofundar e analisar com melhor atenção. No entanto, parabéns por tentarem fundamentar ao máximo tudo, e tentarem descortinar mistérios da Tradição e da Praxe Académicas! Obrigado pelo serviço público prestado à Tradição! ;)

É, de facto, fora do vulgar. Ai de mim se aparecesse aos meus pais com a capa assim.

Não fazia ideia da nova moda Primavera/Verão de Capa Branca.

A pessoa que se lembrou disto deve ser a pessoa mais convincente do mundo, para que haja uma lavagem cerebral tão grande para que isto se faça de tradição...

Nota à Parte:
Tradição ou não, desde que não vá contra a Tradição Académica, ou contra a Praxe, e que até ajude a dignificar, creio que é positivo as Comissões de Praxe criarem tradições próprias, porque qualquer Tradição começou um dia por ser celebrada.

WB disse...

Ao "anónimo" que afirmou que era ridículo uma aluna da própria escola ter enviado a foto:

Rídiculo caro(a) anónimo(a) é consentir e ser cúmplice da estupidez e da javardice.
A aluna teve a idoneidade, honestidade e bom-senso de reconhecer uma prática abjectam feita por gente que não sabe nem o que é Praxe nem o que é civismo.
Peranet um aatentado à Praxe e à própria imagem da instituição, a aluna teve coragem para dizer não, para discordar, ao invés de embarcar na lógica da carneirada onde se defende a instituição só pro bairrismo pacóvio, mesmo que se defenda o erro.

Apenas demonstra que na ESE de Lisboa ainda há gente inteligente, séria e com valores, que sabe distinguir Praxe de palermices sem nexo.

WB disse...

Caro Guilherme

As "tradições" não se criam como tal (isso é artificialismo, como disso é exemplo o novo ACORDO ORTOGRÁFICO), precisamente porque é um paradoxo falar-se em "novas tradições" (se é tradição não pode ser novo).

Poderá falar em práticas (muitas vezes, ou quase sempre, invenções estapafúrdias), mas tradições não são, porque para algo ser Tradição tem de passar por um longo processo de cristalização.

Nada contra a criação de novas toxonomias, nomenclaturas, ritos.... mas que se enraízem, que tenham por base a Tradição Académica e não a fértil (e estéril) criatividade de certos praxeiros que têm bom-senso a menos e ignorância a mais - e por isso se criam tantos mitos e "tra(d)ições".

Anónimo disse...

Bom dia,

Sou aluna, ex-caloira e Representante da Comissão de Praxe da Escola Superior de Educação de Lisboa e, consciente dos cargos que envergo, não pretendo nunca faltar ao respeito, senão somente defender a instituição que com todo o orgulho componho.
Enquanto caloira, sendo que, provavelmente, uma dessas capas será a minha, tenho a dizer que qualquer caloiro poderá recusar-se a que lhe batizem a capa desta forma. Se alguém o fez? Penso que não! Porquê? Porque estamos conscientes de que este batismo, realizado no nosso enterro, é mais uma das marcas que demonstram o nosso orgulho enquanto caloiros, enquanto futuros doutores e núcleo praxante da ESE de Lisboa. Assim, ao contrário do que afirma, não é, de todo, para nós envergar numa capa neste estado que denomina (e passo a citar) de "nojento". Muito pelo contrário! Enverguei a minha capa com todo o orgulho que consegui (e pode acreditar que o tenho em grande escala) na Monumental Serenata a Lisboa, na Semana Académica de Lisboa e de todas as vezes que trajei. Era, naturalmente, alvo de comentários e de inúmeros olhares, mas também isso me enchia de orgulho, pois, mais uma vez, sentia orgulho na Instituição que me praxou e na qual eu praxarei.
Falava, ainda, do facto de não se poder limpar a capa. Eu, neste momento, apresento a minha capa praticamente toda limpa e não foi preciso lavá-la. Se me deu trabalho? Deu, claro que sim! Mas limpei-a sem ser preciso recorrer a uma lavandaria ou a uma máquina de lavar. Felizmente, o orgulho que tenho na ESELx, na comunidade praxística desta Instituição e na caloira que fui, permitiu-me perder inúmeras horas a limpá-la.
Termino dizendo, em tom de desabafo, que a aluna da ESELx que lhe enviou esta foto, foi, por inúmeros motivos, proibida de ser enterrada e de praxar (motivos exasperadamente fortes se levantaram) e, no dia em que recebeu essa notícia, decidiu publicar na rede social Facebook, uma espécie de frase de vingança, a qual confesso não poder aqui afirmar, pois já não tenho acesso a ela.
Peço, por fim, a si e a todos os que seguem o seu blog que percam um pouco do vosso tempo e pensem no meu comentário.

Anónimo disse...

Sou aluna e uma dessas capas é minha.
Eu não fiquei nada contente com o que fizeram mas calei-me porque não tinha como ou a quem me queixar e o mal já estava feito.
Quando estamos todos juntos o pessoal tenta levar na boa mas a verdade é que a minha capa ficou impossivel e tivemos de as traçar assim.
Foi nojento e se soube-se nunca tinha deixado fazerem mas aqui todos acham o máximo e que a praxe é mesmo assim.

WB disse...

Para a ex-caloira e agora Representante de Praxe da ESSE de Lisboa,

Começar por dizer-lhe que defender uma instituição com um traje (neste caso a capa) nesse estado é, no mínimo, ridículo. Duvido que a direcção da ESE (que conheço) ache que tal representa e dignifica a instituição. Posso assegurar-lhe que não!

Que ache que a sujar dessa forma uma capa é marca de que se devem orgulhar, pois deixe que lhe diga que muito questiono os seus critérios de higiene e aprumo e o sentido que dá ao brio que um uniforme deve ter.
Para quem se diz "representante de Praxe" (com apenas 2 matrículas é obra!) percebe tanto de Praxe como eu de Física Nuclear!

Aquilo que a foto e testemunhos não deixam margem para dúvidas é que as capas ficaramm num estado imundo, e esse estado não é compatível com a dignidade de um traje académico.

Diz você que era alvo de comentários durante a Semana Académica? Obviamente que sim, mas como deve ser daquelas que acha que só a vossa casa é que sabe e tem razão, todo e qualquer reparo é transformado num “orgulhosamente sós” (à boa maneira do Estado Novo).
Eu, se olhassem para mim de soslaio, com ar reprovador ou de gozo por andar imundo ou cheirar mal, ganhava vergonha na cara e ia mudar de roupa e lavar-me na hora.
Se você gosta de andar assim, só me pergunto em que pocilga andou.

Desculpe ser assim tão bruto, mas uma jovem, em pleno séc. XXI, ter hábitos e conceitos de higiene e aprumo semelhantes aos da idade média é preocupante e estranho.

Só conheço 2 protagonistas que não se importam de andar imundos: os porcos (que como animais irracionais, não racionalizam tal) e vocês.

Imagino que a sua capa deve ser um exemplo de limpeza, mas não é a capa limpa que aqui se questiona, mas a sua, uma prática que nem você consegue justificar, porque não tem base nenhuma. É uma javardice gratuita.
A aluna que denunciou o caso teve coragem e verticalidade para denunciar uma parvoíce, nada mais que isso. Não culpe o mensageiro, achando assim tapar o sol com a peneira.
Factos são factos e o que vemos não colhe aprovação de nenhuma academia, de ninguém a não ser a vossa varra praxística.


Desculpe a dureza da minha resposta e agora puxar um pouco dos meus galões, mas é muita presunção sua vir aqui pedir que lhe seja dada atenção ao que escreve, quando manifestamente é demasiado verde e inexperiente nestas matérias para pretender ter algo a ensinar ou fazer valer o seu ponto de vista, ao defender que conspurcar uma capa é lícito, é de Praxe ou tem cabimento num baptismo de capas.
Pedir que pensem no seu comentário com que intuito? Você tem sequer noção do conteúdo das suas afirmações?
Orgulho em transformar uma capa nesse nojo que vemos na foto?
E, já agora, o comentário a seguir ao seu é também de alguém que tinha lá a sua capa e que não achou piada à coisa.
Tenha o bom-senso de olhar para esta questão com maior equidade e alguma ponderação. A sua tenra idade não pode ser desculpa para não conseguir perceber o reparo e a condenação generalizada que essa vossa “bênção” suscitou.

Termino com um link que lhe deve merecer atenção: http://notasemelodias.blogspot.pt/2012/05/notas-capa-suja.html

Anónimo disse...

Eu nem acredito: uma tipa vir dizer que andar com a capa dessa maneira porca é orgulho e é da praxe.
A Miss Piggy agora anda de traje, ronca e cheira mal!
Eu pensava que a seguir ao grau de caloiro vinha o de doutor mas nessa escola é o de javali.

Guilherme disse...

Caro WB,


Não sei o que significa a palavra toxonomia, mas como não conheço, não vou dizer que está errado, porque pode ser português erudito e eu não tenho o hábito de escrever literatura para convencer pessoas.


Quanto às tradições, estas têm que ter origem nalgum momento, porque antes do Big Bang não havia tradições (corrija-me se estiver equivocado).

Acerca do "longo processo de cristalização": gostaria de aprender mais sobre este tema. Poderia enumerar-me ponto por ponto as suas etapas?


Obrigado.

WB disse...

Caro Guilherme,
Comecemos pelo início, então:

Taxonomia, para além de ser a disciplina que define os grupos de organismos biológicos, com base em características comuns, dando nomes a esses grupos, é, na área da gramática, a parte que trata de classificação das palavras. Empregue na Praxe, estamos a falar da criação de novos termos, classificações ……..
Esclarecido?

Classificamos como Tradição, quando nos encontramos a jusante dela e não a nascente. Consideramos Tradição algo que nos chegou, não algo que criamos.
Não precisa recuar ao big-bang: antes de você nascer não existia nenhuma, para si.
Tradição resulta de prática e classificação humana, não de fenómenos cósmicos.

A definição de tradição não é nenhuma fórmula de física nuclear ou conceito em linguagem erudita.
Pena não ter estado numa palestra que recentemente ocorreu em Lisboa, aberta a todos os interessados (http://notasemelodias.blogspot.pt/2013/04/os-mitos-da-praxe-das-origens-aos.html) e que até foi publicitada no FB da sua comissão de praxe, porque se tratou, logo no início, de explicar o que era Tradição e, subsequentemente, o que era Tradição Académica e como se definia.
Mas deixo-lhe uns breves apontamentos, que espero lhe sejam úteis.


TRADIÇÃO: Conjunto de bens culturais que se transmitem de geração em geração no seio de uma comunidade. Trata-se de valores, costumes e manifestações que são conservados pelo facto de serem considerados valiosos aos olhos da sociedade/comunidade e que se pretende incutir às novas gerações.

A Praxe pode assumir, então, 2 significados:

1º - Como sinónimo de Tradição (praxe com “P” maiúsculo);
2º - Como tradição dentro de uma tradição mais lata: a Tradição Académica (a par com Tunas, associativismo, desporto escolar, fado, orfeões, coros e demais manifestações).

A Praxe, tal como o fado, as tunas, o folclore......entram naquilo que é designado de tradição oral, naquilo que a UNESCO denomina como sendo Património Cultural Imaterial.
A tradição, por conseguinte, é algo que se herda e que faz parte da identidade cultural e social.

São exemplos de património imaterial: os saberes, os modos de fazer, as formas de expressão, celebrações, as festas e danças populares, lendas, músicas, costumes e outras tradições que se mantêm fieis ao figurino que representam e à sua significância enquanto matriz que assim a identifica.

A tradição e sua presença na sociedade baseiam-se em duas verdades simples:

a) as pessoas são mortais;
b) a necessidade de haver um nexo de conhecimento entre as gerações.

A tradição é perpetuar conceitos, experiências e práticas entre as gerações, considerados fundamentais para a identidade comunitária, sua legitimação e distinção.

A Tradição transmitiu-se, inicialmente (e ainda hoje também) por via oral (antes de haver testemunhos escritos das práticas) e, depois, também pelos escritos (grafando a experiência oral – como é o caso do “Palito Métrico”, do “ In Illo Tempore”….. e, em 1957, do 1º Código de Praxe, por exemplo).

Eduardo disse...

À anónima que postou em 12 Junho, 2013 11:52, o seguinte:

"Sou aluna, ex-caloira e Representante da Comissão de Praxe da Escola Superior de Educação de Lisboa..." (etc.)

Pediste que pensássemos no teu comentário.

Fiz-te a vontade: pensei.

Reconheço que a minha inteligência não chegas aos calcanhares da "grande escala" em que tens o teu orgulho, mas ainda assim pensei.

E não cheguei a conclusão nenhuma, a não ser que tens muito orgulho na instituição que frequentas.

O WB fez os seguintes reparos:

que essa cerimónia é "uma vergonha, sem dúvida, lastimável para a imagem e respeito que deveria merecer não apenas a capa, mas a própria tradição e cultura académicas".

Tu pareces entender o contrário: que o baptismo das capas dignifica quer a capa quer a própria tradição e cultura académicas.

Despejar farinha e vinho sobre as capas dignifica a capa? Como? Dignifica a tradição e cultura académica? Como? Dignifica seja o que for? Como?

Se me visses na rua coberto de farinha e vinho e se eu aparecesse assim na ESE para dar aulas, qual seria a tua reacção? Se o teu noivo aparecesse coberto de farinha e vinho no dia do casamento, isso seria dignificante?

Ajuda-me a perceber. Já percebi que tens muito orgulho - não precisas de o afirmar mais. Desta vez, explica-me só a lógica, se não for pedir muito. E de preferência em que aspecto da cultura e tradição académicas se inspiraram para tal.

[Conselho gratuito: quando fores conhecer os teus futuros sogros ou a entrevistas de emprego no futuro, já sabes como hás-de dar de ti uma imagem digna.]

Eduardo disse...

Guilherme:

quero entender que estás nesta conversa de boa-fé. Quero entender, repito.

Não é o nível de língua que convence seja quem for, mas a qualidade dos argumentos.

Talvez não estejas habituado a escrever português erudito para convencer seja quem for, mas também não me parece que a qualidade dos teus argumentos seja a melhor... Que tem o big bang a ver seja com o que for?...

Suspeito de que sabes muito bem que "toxonomia" não existe e quiseste espetar a garfada. Tudo bem, dou de barato e relevo. Em todo o caso, há um livro cujo título é "Dicionário" (e até os há na Internet, de borla). Não vou pegar nem nos teus erros de ortografia nem nos acidentes de sintaxe (esta existe e está no dicionário - mesmo nos que foram redigidos ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1990). Suspeito igualmente que sabias o que significa "taxonomia"... Mas são suspeitas, não posso nem quero fazer afirmações gratuitas.

Vamos lá, então, sem português erudito.

Quer então dizer que se um dia passar por ti e te cuspir em cima e no dia seguinte repetir a dose, isso passa a ser uma tradição. A partir desse momento, toda a gente (pelo menos eu, vá) está autorizada a cuspir-te em cima.

Sim? Não? Porquê?

"Repetição" e "tradição" são a mesma coisa, é isso?

No ano passado, comi um "big mac" na noite de Sto. António. Este ano, também. Portanto, o "big mac" passou a ser uma tradição de Sto. António, certo? Não está certo? Porquê?

Já sei: vais dizer que "para ti, passou a ser uma tradição."

Mmmmm... Ok... estou a ver.

E que pensarias de mim se me ouvisses andar a dizer por aí aos estrangeiros que essa é A tradição na noite de Sto. António?...

É exactamente o que eu sinto quando ouço dizer que certas coisas são tradição académica... olha, como essa de baptizar capas.

Como quero continuar a pensar que andas nesta discussão de boa-fé, recebe um

Abraço!

Anónimo disse...

Ai o orgulho....... como é fácil subjugar pessoas. E como é fácil lavar cérebros.

No ISEP fazem parecido. Imensas casas no Porto fazem igual e pior. E, no mesmo Porto, mais de 95% dos "praxistas" afirma que as capas não se podem lavar com a maior das convicções.

A Praxe há muito que é suja e, da maneira que isto anda, não vejo como possa deixar de o ser. Seja em Lisboa, no Porto ou em Coimbra. Se calhar, só no imaginário de alguns (no meu inclusive) é que algum dia isto foi bom de viver.

Em 10 anos consegui passar de uma natural aceitação do traje envergado diariamente, à vergonha sentida por todos os que orgulhosamente ou não, hoje em dia o fazem. E o traje sem culpa alguma...

Assim também eu sou anti-esta-praxe.

Guilherme disse...


Retribuo o teu abraço ;)


A minha Comissão de Praxe não é nem a da ESElx (porque nem estudo lá) nem nenhuma. Gostava muito de ter assistido à palestra.

Eu concordo que uma repetição não é uma tradição, mas creio que estes alunos da ESElx tiveram os seus motivos (não faço ideia quais sejam, nem concordo com o que vejo na imagem) para o fazer. Assim, considero que este acto, se tiver uma repetição contínua um dia poderá ser considerado uma tradição daquela comissão de Praxe para as pessoas que a integrem (não significando que nós, do lado de fora, a consideremos uma tradição académica.


E estou sempre de boa-fé para tudo. :)

PS: Considero também que as tradições sofrem mutações ao longo do tempo, em função da sociedade - é o caso das touradas em Portugal, como tradição, também mudaram com o desaparecimento dos touros de morte, mas continuando a existir a tradição das touradas portuguesas - o mesmo creio que está a acontecer com a Tradição Académica, onde são acrescentados e onde desaparecem elementos, costumes e celebrações ao longo dos anos

Anónimo disse...

Boa tarde,

Em primeiro lugar, quero apenas realçar a ideia de que envergar uma capa que está suja (e atenção que, NUNCA, capa NENHUMA, andou tão suja como na foto se apresentam)em nada tem que ver com os nossos cuidados de higiene e de aprumo, ou a falta deles.
De seguida, pretendo perguntar ao Senhor WB o que é, para si, a praxe?
Para mim (e é aquilo que ensina na ESELx), a Praxe é um momento de confraternização, de divertimento, de integração na nossa vida e na nova instituição. Muitas vezes andámos pela rua com placas com os nossos nomes de praxe, a entoar cantares e a pular. E sabe o que lhe digo? Foi quanto ganhei! Ganha-se o sorriso das pessoas exteriores a esta vida, mas que olham para nós com um sorriso no rosto. Ganha-se a conversa de dois amigos que afirmam ter esperança em nós, no futuro deste país.
Retomemos, agora, ao assunto que nos trouxe aqui: a sujidade destas capas. Sabia que, no início do ano, todos os caloiros da ESELx criaram um filho (1 ovo)? É verdade! E esse filho acompanhou-nos em todas as praxes. Era o nosso símbolo de praxe, de caloiro, até. E foi esse filho que morreu na nossa capa, morreu com o nosso estatuto de caloiro. A farinha e o vinho que deram a cor às nossas capas, também eles têm um significado para nós. Significam a nossa luta, a nossa felicidade, os nossos esforços, o nosso divertimento. Porquê a farinha e o vinho? Porque assim se escolheu.
O senhor Eduardo pedia-me, ainda, que o informasse sobre quais os aspetos de cultura e tradição académicas em que nos inspirámos para batizar desta forma a nossa capa. Muitos comentários já li neste blog sobre a tradição académica e as suas variações e, na verdade, devo afirmar que concordo com o Guilherme quando ele diz que as tradições sofrem mutações ao longo do tempo. Eu acrescentaria, ainda, que cada instituição cria as suas próprias tradições, a sua própria cultura. E a nossa é esta! Não, não será a de envergar capas sujas, mas, sim, a de envergar capas que transmitam tudo aquilo porque passámos enquanto caloiros.
Espero ter conseguido responder às vossas questões.

WB disse...

Caro Anónimo (podiam ao menos inventar um nick, para assim se distinguirem os que aqui postam como anónimos),

Não podia estar mais errado: consentir e aceitar como normal, seja me Praxe ou não (aqui nem isso, porque tal não é da Praxe, nem nunca foi em lado nenhum) é obviamente falta de aprumo e higiene. Conspurcar assim uma carpa não releva de qualquer prática de limpeza e cuidado; nem aaui nem em lado nenhum.

Depois dizer que se as capas não foram envergadas tal e qual como mostra a foto, não terão estado longe disso, segundo testemunhas directas que viram algumas delas no arraial do IPL.
Mas o que aqui se condena no artigo, essencialmente, é esse pseudo-baptismo e o que fazem às capas.

seria bom rever o seu conceito de Praxe, porque tudo aquilo que disse nada tem de Praxe, mas de sentimentos resultantes da vivência de algo. Você diz, e passo a citar, que é um “…momento de confraternização, de divertimento, de integração na nossa vida e na nova instituição”, contudo isso aplica-se a outras circunstâncias que não apenas a Praxe, a qual não detém o ónus da exclusividade no que concerne tal.

Praxe resume-se a andar na rua com placas, a cantar, entoar cânticos e pular? As claques de futebol fazem o mesmo, até com maior entusiasmo e qualidade, isso contudo não é futebol.
Eu vejo muitas coisas desse tipo, na época das recepções ao caloiro, algumas delas dão vontade rir por serem engraçadas, outras por ser ridículas.

Esse do filho se rum ovo que morre na capa………….nem merece comentário. Infanticídios, simbólicos ou não são abjectos e de uma parvoíce inaudita.
Um dia, quando tiver filhos, tomará consciência da palermice que acabou de escrever.
Atribuir simbologias à farinha e ao vinho é, como você mesmo diz, uma invenção porque vos deu na real gana. Como tal, não encontra justificação, precedente ou raíz em qualquer tradição académica.
Por isso é natural que, excepto vós, todos achem isso uma palermice pegada. Mas ao menos tem a honestidade de dizer que foi porque vos apeteceu

O que vocês fazem nem é tradição, nem Praxe, nem coisa que sequer possa ter laivos de algum tipo de tradição académica. Por isso é escusado vir aqui falar em tradições que sofrem mutações, porque para tal é preciso existir uma tradição. Ora o que vocês fazem não se baseia em nenhuma, por isso nem sequer podem presumir ou argumentarem que esse vosso “baptismo” é uma evolução ou mutação, porque não evolui de coisa nenhuma, nenhuma que seja tida como Tradição Académica ou prática consagrada em Praxe, pelo menos.
E tanto não é tradição que ainda há poucos anos esse baptismo não existia na ESSE de Lisboa (que conheço bem), e no país os baptismos são igualmente algo muito recente, inventados (ou seja não há tradição anterior) nos finais dos anos 90, com base numas das maiores palermices (num mito/equívoco) que se inventaram: de que um caloiro não podia trajar e que só o fazia na noite da Serenata, por isso se inventando o baptismo das capas para assinalar essa tal 1ª vez em que se trajava (e daí decorrendo uma outra estupidez que foi o “traçar da capa” – sobre o qual o N&M discorreu no artigo “Traçar de Mitos”).

Se essa é a vossa cultura, lamento que assim se posicionem, porque tais preparos não me parecem dignos de pessoas civilizadas (a Idade Média já lá vai e não me consta que vivamos no 3º mundo) e muito menos de gente que cursa a faculdade e de quem se esperaria uma conduta com maior salubridade.

O seu conceito de Praxe releva muita falta de conhecimento e rigor, e por isso o aconselhava a informar-se melhor e a sair do seu parcialismo e da sua ilha porque “de livro fechado não sai letrado” e você é demasiado novo para achar nada ter a aprender, corrigir ou rever.

Anónimo disse...

VOCÉS DA ESE DEVIAM DE TER VERGONHA. METEM NOJO E INSULTAM ESTE PAÍS E QUEM PASSA FOME E TEM DIFICULDADES.
ESPERO QUE NUNCA CONSIGAM TRABALHO PORQUE TENHO MEDO DE QUEM POSSAM VIR A ENSINAR OU EDUCAR A VER PELA PORCARIA QUE VAI NAS VOSSAS CABEÇAS.

TANTA GENTE A PASSAR FOME E VOCÉS A DESPERDIÇAREM BENS ALIMENTARES. NÃO HÁ DIREITO.
É ISSO A SUPERIOR DE EDUCAÇÃO? SUPERIOR EM QUÊ NA JAVARDISSE E NO DESPERDÍCIO?


JAS

Eduardo disse...

"O senhor Eduardo pedia-me, ainda, que o informasse sobre quais os aspetos de cultura e tradição académicas em que nos inspirámos para batizar desta forma a nossa capa. Muitos comentários já li neste blog sobre a tradição académica e as suas variações e, na verdade, devo afirmar que concordo com o Guilherme quando ele diz que as tradições sofrem mutações ao longo do tempo. Eu acrescentaria, ainda, que cada instituição cria as suas próprias tradições, a sua própria cultura. E a nossa é esta! Não, não será a de envergar capas sujas, mas, sim, a de envergar capas que transmitam tudo aquilo porque passámos enquanto caloiros.
Espero ter conseguido responder às vossas questões."

Era exactamente a resposta que eu esperava. Ou seja, nada.

É a "ciência" do "porque sim" em todo o seu esplendor.

Para que uma coisa seja uma mutação, só pode sê-lo relativamente a uma coisa que já existia anteriormente. Uma mutação de um vírus só o é relativamente a um vírus que já existia anteriormente. Ora se anteriormente não existia nada, o baptismo de capa é uma mutação de exactamente nada.

Mas custa assim tanto admitir que isso não passa de pura invenção de alguém que achou dignificante despejar farinha e vinho?...

Há dois posts atrás, dizia a cara anónima que era por uma questão de dignificação... Agora já é um símbolo do que passaram enquanto caloiros... Amanhã será outra coisa qualquer.

Mas eu quero lá saber se na ESE deitam farinha e vinho ou ranho e serrim em cima das capas! Isso é-me rigorosamente indiferente. O que já não me é indiferente é que digam que isso é praxe e o ensinem como tal aos caloiros, colocando no mesmo pé o grelo ou as fitas e esse baptismo.

Se disserem aos caloiros: "Meus meninos, vamos a ver se nos entendemos: grelo, fitas, cartolas - e serenatas, rapanços e colheradas são Praxe. Outra coisa é o nosso baptismo de capas, que não é praxe, mas um costume que nós temos aqui na ESE. Não confundam as duas coisas." Se vocês dizem isto aos caloiros, muito bem. Se metem tudo no mesmo saco, estão a cometer um erro grosseiro.

A Praxe sofre mutações, sim, mas essas mutações são aplicáveis a todos os estudantes, não aos de uma ou outra escola/faculdade/instituto. E essas mutações são decretadas por conselhos de veteranos de toda a academia (de Lisboa, do Porto, de Coimbra, etc.).

O problema começa logo na expressão "Esta é a praxe de..." Não: erro. A Praxe é de toda a Academia, não há Praxe de Letras, de Engenharia ou de Direito. Há apenas a Praxe.

Eduardo disse...

Guilherme:

a tourada não é uma tradição.

Em certas terras, a realização de uma tourada nesta ou naquela data é que é uma tradição. A realização da tourada, não a tourada em si.

Como disse, para que um determinado acto/símbolo passe a ser considerado como Praxe, tem de ser reconhecido como tal.

Quem tem poder para dar esse reconhecimento? Os Conselhos de Veteranos, de preferência em reunião máxima (= de todos os veteranos de uma determinada academia).

Se cada instituição começa a considerar como "Praxe" tudo aquilo que lhe apetece, assistiremos àquilo a que já se assiste: uma descaracterização total da tradição. Para um caloiro, usar cartola ou despejar farinha passa a ter a mesma antiguidade e cunho de "costume antigo".

Ora nada podia ser mais errado: é que não são. E quem praxa devia ter o cuidado de ensinar claramente o que é e o que não é.

E tenho pena que certa gente vá ensinar no próximo ano que ambas as coisas são Praxe.

Lamento: não são. E é disto que se vive - de gente largamente ignorante nestas matérias a transmitir a sua ignorância, perpetuando-se o ciclo da tra(d)ição aos costumes que diz defender... É pena.

Guilherme disse...


Eduardo,


Obrigado pela resposta. ;) Contudo, não concordo com a questão da tourada - acho que a tourada é, por si só, vista como um espectáculo tradicional.

Quanto ao reconhecimento, em Lisboa, tanto quanto eu saiba, não há nenhum conselho em que todos os Dux e/ou representantes se reúnam...

Concordo que devem ser distinguidas as coisas para que haja clareza e coerência.

Quanto às suas considerações finais, espero que nada estejam relacionadas comigo. Que apesar de não praxar em nenhuma comissão no próximo ano (imagino que ficará mais tranquilizado), sei o que é Praxe.

Mas mais importante do que saber o que é Praxe, é saber praxar (e claro que este último depende do primeiro).

WB disse...

Caro Guilherme,

Touradas à parte, dizer que a sua última afirmação é por demais errónea e equivocada: não é, de todo, mais importante saber praxar, porque o acto de praxar ocorre apenas num período curto e restringido à relação entre doutores/veteranos e caloiros. Ora a Praxe é bem mais, muito mais, do que os meros ritos de recepção aos caloiros (para onde tudo afunilam, como se Praxe se resumisse a isso – e as suas palavras foram precisamente nesse sentido).
É bem mais importante saber o que é Praxe e ensiná-la do que andar a praxar, porque nas praxes nada se ensina e nada se aprende sobre Praxe.

Obviamente que para se saber praxar é preciso saber de Praxe, pelo menos para e praxar bem, coisa que é tão raro quanto é facto que a larga e esmagadora maioria das pessoas não sabe o que é Praxe (a ver desde já por este “baptismo”, pelos pins e emblemas nas capas, pelos mitos de que caloiros não podem trajar, sobre fitas de finalista e pastas da praxe, sobre a origem do traje, dos ritos, o porquê das coisas, o dizer-se que não se pode estar na Praxe sem ter sido praxado; ou ainda que não pode apadrinhar ou praxar quem não foi praxado……….).
Não, meu caro, praxar é o menos importante, quando quem o faz não o sabe fazer e muito menos sabe o que é a Praxe (achando que se resume às práticas da sua casa, ao que lhe doutrinaram, ao “ouvi dizer”…. Tudo isto sem perceber nem a origem, nem se está correcto, sem por em causa, sem critério e sem espírito crítico.
Só assim se percebe que algumas pessoas aqui tenham defendido esta “bênção” da maneira como o fizeram e com os argumentos que utilizaram.

A larga maioria daquilo que é a Praxe, como conjunto de eventos e ritos académicos, etiqueta e protocolo académicos e regras hierárquicas e sociais estabelecidas está muito longe do verbo praxar e dos ritos com caloiros.

Mas como há sempre gente que acha que tudo se resume a praxar caloiros e só se sente gente quando se arma em praxeiro, toca de inventar cerimoniais e praxes aos caloiros dentro da Semana Académica (Queima).

Só que há mais Praxe para além das praxes, coisa que tão pouca gente parece perceber, infelizmente.

Guilherne disse...

Pois claro que há. Eu não sou praxeiro. Sou tuno. Não ando aqui a fazer recepções a caloiros.

As minhas palavras não foram em sentido algum para as praxes, mas para a Praxe. Porque também numa tuna há Praxe, como todos aqui sabemos. E também numa tuna há praxes, como também aqui sabemos. ;)

Eduardo disse...

Não Guilherme, não era contigo (e trata-me por "tu", por favor).

Anónimo disse...

Em primeiro lugar... São as vossas capas que estão ali? Não!
Em segundo lugar... A caloira que vos enviou isto claramente não bate bem da cabeça e não estava ali (dor de cotovelo coitada)
Em terceiro lugar... Não se metam onde não são chamados.

O Batismo é feito neste moldes porque assim foi acordado. Nunca ouve qualquer tipo de queixa e todos os doutores se orgulham das suas capas.
O Batismo das capas simboliza tudo os que os caloiros enfrentaram ao lado do ano e tudo o que superaram, faltando apenas este batismo...
Se vocês não percebem o que é viver ao máximo a vida académica com tudo o que ela implica não venham agora falar como se fossem doutores entendidos na questão...
A única coisa que entendem é falar mal dos outros... Agradecia que começassem a pensar melhor antes de falar.

Joana Louro disse...

Concordo com o ultimo comentário penso que a miuda a quem voces tanto inaltecem está é com uma grande dor de cotovelo e inveja por todos os colegas dela terem passado por isso e ela não (tivesse-se esforçado ao longo do ano e dado tanto pelas praxes que certamente estaria lá ao lado dos colegas) mas enfim ...
Quanto as capas acho que ninguém deve ter sido obrigado a deixar as capas chegarem a este ponto e penso que ninguém os obriga a mante-la neste estado, aliás na maioria já não devem estar assim!
Depois tanto incomodo com esta história e pelo que eu percebo nem sequer são vossas.
Acho que pior que isto tudo é muita coisa que aqui já foi dito inclusivo ofender e desejar mal a estas pessoas, por muita razão que poderiam ter acabaram de a perder pela maneira ofensiva como trataram o assunto. mas as boas e más acções ficam para quem as pratica.

WB disse...

Caro Guilherme,

Sendo você Tuno, não deixo de lhe dizer que convém que não caia no conto do vigário (ou do vígaro).
Nas Tunas há praxe, mas a mesma é pratica recente. A “pardillage” em Tuna não passa por certas práticas que vemos nas actuais tuna sequer (as quais mimetizaram, erroneamente, e quase sempre sem critério, as praxes da faculdade, ). Nas Tunas não há Praxe, meu caro, pelo menos nada que tenha a ver com a Praxe como conjunto de usos e costumes em uso na faculdade, até porque coisas distintas (releia as noções de Tradição e Praxe que acima deixei).
Fala-se em praxe ou Praxe nas Tunas (e este tema foi já amplamente debatido no PortugalTunas ou no Praxe Porto, por exemplo) em razão dos equívocos e misturas ocorridos nos anos 90, onde em muitos casos se confundiram, dliuriam ou até fundiram ambas as realidades. Mas os erros não se tornam virtudes só porque são reiterados ou porque há quem o repita vezes sem conta.
As tunas têm a sua praxis, mas esta não se cinge ou baseia em praxes, muito longe disso. E o simples facto de ver caloiros da tuna de 4 ou a serem praxados como se fossem caloiros da faculdade (e mesmo que o sejam) demonstra o quão equivocados andam certos tunos e certas tunas que ainda não perceberam que Tuna e Praxe são coisas distintas.
Sendo você tuno, e sem quaisquer pretensões, aconselho e leitura do livro “QVID TVUNAE”, cujo link você encontra no blogue, clicando na imagem do mesmo (lado direito).

WB disse...

Caro anónimo (será difícil inventar ao menos um nick?) e Joana Loureiro

Em 1º lugar, dizer-lhe que não estamos a falar da pertença das capas, mas do acto de as sujar dessa maneira.
A partir do momento que a cerimónia é pública e colocadas fotos em público, qualquer um tem o direito de sobre isso se manifestar.
O seu argumento é tanto mais descabido como quando vemos uma notícia sobre um roubo ou assassinato e você depois vir dizer que ninguém tem direito a ter opinião só porque não foi connosco.
Em 2º lugar, quem enviou a informação até podia ser o Hitler que não era isso que ia mudar o conteúdo. Factos são factos, sejam eles trazidos pelo Papa, pela CNN ou por quem esteve presente. Não importam as motivações, mas os factos, e contra factos, você argumenta mal, porque nem sequer há como argumentar.
Em 3º lugar, você acaba por não entender sequer a situação. O caso diz respeito a todo e qualquer pessoa que veja ou tenha conhecimento do caso. O tempo da censura já lá vai e o direito a ter opinião é uma das conquistas do 25 de Abril. A democracia não é só quando lhe dá jeito. Sendo o N&M um blogue que versa sobre estas matérias, obviamente que tem toda a legitimidade de informar e se pronunciar, seja para fazer reparo ou para elogiar (porque se fosse para elogiar você não diria nada, pois não? Contudo teria a mesma validade que o reparo feito ou você esquece-se que a sua sentença “Não se metam onde não são chamados” também se aplica a qualquer elogia que se vos faça?
Se você se orgulha da sua capa assim tratada, pois isso é problema seu. Se foi o que acordaram, também é assunto vosso. Agora que queiram passar um atestado de menoridade às pessoas, dizendo que isso que fazem é Praxe…………tenha lá juízo e alguma inteligência. Ainda você não era gente é já nós estávamos na 1ª linha da reabilitação das tradições académicas. Por isso, quando vem com essa prosápia sobre supostamente não percebermos “…o que é viver ao máximo a vida académica com tudo o que ela implica…” saiba ocupar o seu lugar, porque se há coisa que aqui você não tem é nem idade, nem competência para fazer é o querer ou pretender “ensinar a missa ao padre”.
Se não sabe a diferença entre Praxe e pocilga……………..vai sendo hora de repensar o que anda a fazer no ensino superior. E sim, se falamos sobre Praxe, alguma propriedade teremos, algum estudo e investigação nos assiste, assim como experiência q.b. (até como Dux nas nossas universidades) , daí que, entre nós e você….. existirá pelo menos um patamar que você ainda precisa escalar para poder falar com alguma credibilidade.


WB disse...

Agora para a Joana Loureiro,

Sobre quem denunciou o caso, digo-lhe o mesmo que disse ao anónimo: não se escusem com o mensageiro. Os factos não deixam de o ser em razão de quem os traz a terreiro. Depois traz uma noção totalmente errada de Praxe, como se fosse preciso passar provas ou esforçar-se em não sei o quê ao longo do ano para ter direito a estar na Praxe, a trajar ou participar seja no que for. Leia o artigo “Só se é caloiro uma vez” (http://notasemelodias.blogspot.pt/2012/09/uma-vez-caloiro-nunca-mais-caloiro.html) a ver se entende as coisas devidamente.

As questões são nossas (como estudiosos do assunto e antigos académicos) e de todos, ao pretenderem que esse baptismo é Praxe, quando não o é (e quando já aqui foi dito e comprovado que não passou de um “apeteceu-nos”).
Terá de provar onde é que se desejou mal seja a quem for. O N&M fê-lo? Não, não fez! Atente às acusações que fez e tenha o rigor de ler devidamente os textos, pois é o mínimo que se pede a uma estudante do ensino superior.
Se você se desse ao menos ao trabalho de ler (juá ouviu falar em plano nacional de leitura?) perceberia que em momento algum se falou no uso das capas fora do âmbito desse “baptismo”, mas apenas que se condenou, e com razão, esse baptismo, o que faziam às capas e o facto de algumas terem deambulado assim no arraial do IPL.
Realmente, as más acções ficam com quem as pratica e, neste caso, com quem participa e defende que isso que fazem é um baptismo digno de uma academia. Não o é, tenha lá paciência, e muito menos é Praxe.
Desafio-a (veja se tem agora verticalidade para o aceitar), inclusive, a apresentar algum docente ou responsável da ESSE que defenda essa prática e ache que isso representa e dignifica a ESSE.

WB disse...

Obviamente que o N&M foi excluído/barrado do Facebook da tal Comissão de Praxe da ESE de Lisboa, o que apenas prova que tem razão (como se afirmou no final do artigo), que os próprios visados, afinal, sentiram incómodo e peso na consciência e que há ali gente demasiado infantil e caprichosa que não sabe lidar com o contraditório, não sabe argumentar e acha que tem o rei na barriga (apesa de serem uns garotos).
Quem, assim tão novo, acha ser dono da razão, tudo saber e nada ter a aprender, e não aceita reparo..... ou é burro ou é um ditador em potência.

E porque caem aqui vários posts de gente que ainda não parou para pensar e continua a teimar que assim tratar as capas é uma "tradição" a respeitar (a qu e nem mesmo a tenra idade se pode desculpar), encerra-se o tempo de antena aos amigos da capa enfarinhada, na mesma proporção em que o N&M foi excluído do FB da dita Comissão de Praxe.
Se no espaço deles não aceitam o contraditório, não vejo por que razão o N&M não retribua a gentileza.

Marta Ferreira disse...

Eu não estou bem a perceber afinal o q se passa aqui. Como estudante de Peniche e conhecendo todos os elementos ali na foto da Comissão de Praxes, sendo já de 2ºano e tendo passado por todas as tradições daquela escola, eu não concordo com a maioria das coisas que foram aqui ditas! Tradição é tradição e deviam preocupar-se com coisas mais importantes que se passam neste pais. Para quem não sabe, as praxes são uma parte importante do percurso académico, que integram os caloiros! Tenho orgulho em pertencer aquela família e para mim é um orgulho! Obrigada.

Anónimo disse...

Isto não tem nada haver com a ESTM, nem com tradições nenhumas e muito menos a maneira como esta a ser expressada.
Os únicos trajes que ficam com farinha são os da comissão devido a uma "tradição/praxe" feita aos caloiros e somente ao caloiros e nada haver com baptismos/traçar de capa!
É muito estúpido colocarem rótulos a fotos sem saber o que realmente se trata.

carina Cruz disse...

Ola a todos! Sou aluna da estm em Peniche e aquela fotografia que postaram é da comissao de praxe que quando acaba de fazer a última praxe brincam entre eles, ou é o resultado de como ficam os trajes depois de praxarem! A brincadeira é feita entre eles e não envolve outros superiores! Os caloiros estão com a roupa deles e a t-shirt de caloiro!
Por isso por favor não falem sem conhecimento de causa e não se preocupem com a limpeza dos trajes, pois nao são voces que gastam dinheiro com a limpeza dos mesmos!!!!

Atentamente!

Ribatejaninha

WB disse...

Cara Marta,
Se não entende, procure fazê-lo.
Então você não concorda porque é estudante de Peniche e conhece toda a gente naquela foto e anda no 2º ano e passou por todas aquelas tradições daquela escola?
Mas que belíssima fora de argumentar. Você ao menos lê o que escreve?
Em que é que não concorda e apoia-se em que precedente, tradição ou cultura académica para justificar que se suje um traje académico dessa forma?
A você sobra-lhe muita presunção para mandar os outros preocuparem-se com assuntos “mais importantes”. Você sabe lá se já o não fazem? É que para quem ainda é estudante……..querer medir preocupações com quem tem estudantes a cargo…………é mesmo brilhante.
Este blogue é sobre esses tais assuntos mais importantes? Não, não é! Este blogue é sobre estas matérias. E certamente que quem está por detrás dele estará, muito provavelmente, avalizado e creditado a saber o que são as praxes.
Querer relativizar e hierarquizar a importância dos assuntos, só porque não lhe conveio o teor do artigo, é tiro no pé com chumbo grosso.
Orgulhe-se do que bem entender e coxeie à vontade.

WB disse...

Cara Carina,
Desculpe entrar a pés juntos, mas era de bom tom que fizesse uso da sua inteligência (que certamente não é desprovida), antes de se meter a escrever tonterias, que é o mínimo que se pede a quem cursa o ensino superior.
Leia e mostre alguma qualidade de análise, porque as fotos de que fala fazem parte de notas de rodapé e não fazem parte do corpo do artigo, apenas e só salientam que nas mesmas aparecem pessoas “banhadas” em farinha. Não se fala em caloiros sequer.
Se não se souber situar, basta que atente na segunda nota, no fim do artigo, que passo a citar (caso o não encontre, mesmo assim):
“NOTA 2: Pelos lado de Peniche, na ESTM, parece haver também especial gosto por farinha, mas neste caso é pelo traje todo.”
Independentemente do resto, e de quem paga a lavagem do traje, não deixa de ser um acto sem nexo, uma invenção que pode ser brincadeira do grupo em causa, mas que não é Praxe em lado nenhum.
A sua analogia e argumentário é tanto ou mais infeliz (e pueril) como Y pretender afirmar que X não pode dizer que fumar faz mal e é um vício nada recomendável, só porque não é ele que paga os cigarros a Y.
E pior: Y dizer que fumar símbolo, sei lá, de maturidade, que é uma tradição dos jovens quando se emancipam dos pais!


Nota: podem sempre debater o assunto aqui:
https://www.facebook.com/groups/353718228089868/?notif_t=group_r2j

Anónimo disse...

Vocês são realmente tristes! Parem de criticar e façam algo, sou aluna da ESTM e tenho orgulho no meu batismo e no traçar da capa porque sei que o vivi como vocês nem imaginam e sabem porque é que este dia é o melhor para todos os caloiros' PORQUE VOLTAMOS A SER CRIANÇAS, pelo menos por um dia! Divertimo-nos muito ao contrário de vocês que vestem o traje por vestir! Acreditem que é uma das melhores faculdades a nível nacional e que todos nos damos bem, ao contrário das vossas faculdades em que só conhecem uns míseros 10% dos estudantes! :) E mais uma coisa, nós não usamos ovos e etc. na capa, mas sim na camisola de caloiro! Primeiro façam pesquisas, depois falem migos!

WB disse...

Caro(a) anónimo(a), que afinal se chama Patrícia Castelejo,

A sua intervenção bastaria para responder a ela própria.
Deve pensar que só você é que viveu e entende a Praxe e que só você é que tem espírito e que só você e os seu sé que são iluminados. E quando se justificam com falando por todos os caloiros, numa estatística sem nexo só para fortalecer a sua visão……………..
Com que então a Praxe e as praxes é para voltarem a ser crianças? Mas, caro(a) anónimo(a), o seu discurso não é de quem voltou a ser criança pro um dia, mas de quem ainda não passou a adolescência sequer!

Depois o seu discurso é tristemente ilustrativo: “vocês que vestem o traje por vestir”? “Vocês” quem?
Mas abe ao menos com quem fala e de quem fala?
Por acaso, nenhum dos autores do N&M é estudante, daí eu muito estranhar que queira dar lições de academismo a quem trajava ainda você não era gente.
O resto da sua argumentação revela a mesma infantilidade e birra de quem não sabe argumentar, fugindo para explicativos sem razoabilidade alguma.
O que tem a ver a qualidade da instituição ou o seu ranking ou se conhecemos 10% da população da faculdade? É que não apenas não sabe de que faculdade somos, como ajuíza com base em dados erróneos.
Mas vou ao encontro das suas afirmações sem nexo para lhe dizer que em lado algum existe qualquer documento ou relatório que coloque a vossa faculdade como uma das melhores do país, e tão pouco você tem credibilidade e estatuto para querer menorizar as demais faculdades do país. Quer comparar-se a Coimbra ou Porto, por exemplo?
E para não ir mais longe, em termos de Praxis e qualidade de ensino, ponha os olhos no IST, já agora, antes de mandar bitaites.
Muito questiono a sua qualidade intelectual, pois nem ler sabe sequer. Desde quando o artigo refere que vocês usam ovos, Desde quando fala em caloiros?
Também é preciso fazer-lhe um desenho? E ainda diz que, e passo a citar, “…é uma das melhores faculdades a nível nacional…”, poderá ser, mas então você não está á altura da mesma. Se fosse aluna minha mandava-a regressar ao 2º ciclo, como não é, faço-lhe o mesmo desenho que fiz à Carina (no post anterior ao seu):
“NOTA 2: Pelos lados de Peniche, na ESTM, parece haver também especial gosto por farinha, mas neste caso é pelo traje todo.” Não existe rigorosamente mas nenhuma referência, comentário ou sequer comparação de situações e contextos.
Sou responsável por aquilo que escrevo, não pela interpretação malfazeja que lhe quiseram dar.

Cumprimentos

Nota: pode sempre debater o assunto aqui:
https://www.facebook.com/groups/353718228089868/?notif_t=group_r2j

Pedro Silva disse...

eu até fico parvo ao ver certos argumentos a defenderem a farinha e os ovos e essas merdas todas e ainda dizerem que é tradição ou acharem que não tem mal nenhum. só mesmo em faculdades de tótós sem tradição nenhuma.

Nuno Alves disse...

Boa tarde a todos.
Venho por este meio responder a uma nota, intitulada de "NOTA 2", em que é expresso que pela Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, também gostam de farinha pelo traje todo.

Devo referir que estou nas duas fotos, e que fico com um aperto na barriga ao ver estas fotos, pois possivelmente não estarei em mais nenhuma.

1º - para quem não sabe, ou que está na ausência dessa informação, estas fotos nada têm a ver com o título desta reflexão, pois jamais existe batismos de capas no dia, em que as fotos foram tiradas,e jamais se fazem batismos de capas deste género em Peniche.
2º - Devo referir que se os membros da Muy Nobre Comissão de Praxe da E.S.T.M 2011/2012 e 2012/2013, se apresentam com farinha pelo traje, advém simplesmente de uma praxe que é efectuada neste dia, de nome, "Serra da Estrela" e que é o culminar de um dia, em que se fazem outras atividades praxistas, uma vez que é o dia do caloiro e o dia do seu batismo. E aproveito para convidar os gestores do N&M e o senhor WB a virem a Peniche neste dia para o ano letivo 2013/2014 e certamente vão assistir a atividades puramente praxistas e que em nada têm a ver com o desrespeito pelo traje ou "Capa do Traje" como diz no titulo desta reflexão.
3º - Realmente sendo eu um membro da Comissão de Praxe da E.S.T.M, com três anos nesta Comissão e neste ano letivo sendo o Carrasculum da Comissão de Praxe, devo dizer que a foto inicial das capas, é simplesmente uma foto, por isso jamais irei tecer um comentário sem estar na presença de fatos que possa julgar essa foto, e daí acrescentar que não se devem fazer comentários na ausência de fatos verdadeiros.
4º - No meu entender, e daí as respostas de alguns alunos da ESTM que expressam a sua opinião, em relação a que esta nota 2, não deveria estar ligada a esta reflexão, uma vez que neste dia não se procedem a batismos de capas, e a unica coisa que pode associar estas fotos é simplesmente a farinha, que inevitavelmente os membros da Comissão de Praxe retêm no seu traje dado à atividade da serra da estrela.
5º - Acredito e quero acreditar, uma vez que não tenho essa informação, que quem efetua estas reflexões tenha realmente passado pela tradição praxista, independentemente da cidade e que saiba entender todas as opiniões e não defender só a sua. Pois, deviam saber que uma tradição académica é isso mesmo, uma tradição, e felizmente em PENICHE, ninguém é obrigado a passar por essas tradições.
6º - Por fim, termino por dizer que, se alguns alunos da ESTM, expressam a sua opinião, esta não deve ser descriminada e deve ser aceite, assim como eu aceitei a sua opinião N&M e senhor WB, no entanto julgo que a associação da farinha, nada tem a ver com o título da reflexão, por isso, aqui deixo a minha opinião de que continuem o vosso trabalho, mas sempre na presença da informação verdadeira e correta.

Um abraço a todos,

DURA PRAXIS SED PRAXIS
CARRASCULUM DA E.S.T.M

WB disse...

Caro Nuno,

Vou tentar responder a cada um dos seus pontos, de forma expedita, mas em 2 posts (não cabe tudo num)

1º Não creio que os leitores confundam o contexto das fotos que refere. Por norma, os leitores do N&M sabem ler e interpretar, daí que não precisem que se lhes passe uma certidão de incompetência, pois sabem bem que as fotos em causa fazem parte de uma nota de rodapé e percebem o teor da nota. Os únicos que parecem não ter percebido, são os alunos da ESTM que aqui postaram antes de si.
2º Não precisa de explicar o contexto. Em momento algum isso foi comentado. Podia até ser um Natal antecipado, um sketch ao Master Chef ou uma alegoria às Olimpíadas de Inverno. Apenas se fez reparo ao uso da farinha, sem nenhuma outra observação que não o facto em si. Obviamente que é discutível a pertinência do sujar assim o traje, mas, neste caso concreto, nenhuma observação sequer a isso foi feita.


3º A foto é um documento que, por si só, pode bem valer mais que 1000 desculpas. As 2 fotos mostram pessoas trajadas e cobertas de farinha. E é isso mesmo que se menciona. Não precisa a coisa de adicionais contextualizações. É um facto (com C, já agora) e não uma fábula.
Sobre a foto que motiva o artigo, queira você saber que o N&M jamais publica e comenta notícias deste tipo apenas com base num só testemunho, mas antes procurando, antes, confirmar junto de outras fontes (e foi o que fez). Mas seria preciso, quando os próprios visados (e até um elemento da Comissão de Praxe da ESELx assume o acto e confirma os factos?
Já agora, fiquei curioso com a sua designação “Carrasculum”. Há carrascos na Praxe? É apenas uma mera observação.

(continua)

WB disse...

Caro Nuno (continuação),


4º Volto a sublinhar o que já acima mencionei e deixei, julgo eu, bem evidente na resposta a alguns alunos da ESTM. Só quem não leu ou não quis “ler” é que desvirtua ou deturpa o sentido de algo que é bem objectivo e não oferece conotação. Em tempo algum se referiu baptismos ou quejandos ocorridos na ESTM. Onde é que não entendeu isso? Não queira colocar grafia onde nada foi escrito. Que, agora, neste momento, possa perguntar o que tem a ver a Serra da Estrela com Peniche ou com Praxe, posso, já que falou nisso, mas não preciso de resposta, porque nem com Praxe nem com Peniche tem certamente a ver. E se tem a ver com outra coisa, me parece assunto que não é do âmbito deste artigo ou sequer da nota de rodapé.
As fotos e a nota estão ligadas ao artigo por um ponto comum: o uso de farinha (na ESELx nas capas dos caloiros e, na ESTM, no traje do grupo em questão) e a sua falta, a nosso ver, de nexo para tal.
5º Era de bom tom que procurasse inteirar-se do trabalho desenvolvido pelo N&M. Tem, apenas a título ilustrativo, uma lista de artigos do lado esquerdo do blogue que poderá ler e, assim aferir daquilo que se faz.
Não creio ser pertinente afixar-se que subsidiam o trabalho do N&M mais de 20 anos de experiência dos seus elementos em matéria de Tradições Academicas (tendo estado no movimento charneira da reabilitação das tradições e das tunas em finais dos anos 1980 e início dos 90), ou que em Praxe foram Dux(es), mas já que questiona..... Os autores, com formação académica superior, têm obra publicada e são colaboradores de diversas publicações (a Fórum Estudante é uma delas), assim como de vários organismos de Praxe e Tunantes (várias palestras e tertúlias realizadas, como o caso do ENT, Encontro Nacional de Tunos: https://www.facebook.com/pages/ENT-Encontro-Nacional-de-Tunos/182102591813672?fref=ts ou o Congresso Iberoamericano de Tunas em que estaremos no próximo ano: http://www.tunaemundi.com/index.php/congreso/2014 . A última colaboração ocorreu no IST, em Abril passado: http://notasemelodias.blogspot.pt/2013/04/os-mitos-da-praxe-das-origens-aos.html e a próxima irá ter lugar no Porto, por iniciativa do Praxe-Porto e alunos do ISEP: https://www.facebook.com/events/613434172002084/ ).
Somos colaboradores e membros oficiais do Museo Internacional del Estudiante, bem como do TVunae Mvndi, e estiveram já na direcção de informação do PortugalTunas.
São latos anos de experiência, aliados a investigação séria e estudo aturado de fontes nacionais e estrangeiras.
Mas o N&M não caminha sozinho, e sabe que está “aos ombros de gigantes”, tendo a colaboração de vários especialistas, desde historiadores, investigadores, musicólogos, sociólogos e etnólogos a quem também pedem esclarecimentos, ajuda e cooperação, pois nunca tivemos essa pretensão. Agora o que sabemos é com base em factos, em estudo e investigação, experiência comprovada e a maturidade que os anos nos dão também, sempre atentos à actualidade, sempre com um pé na biblioteca e outro no terreno.
O N&M não defende a “sua” opinião, defende os factos. O N&M não baseia a “sua” opinião no “acho que”, no “parece-me” ou no “disseram-me”. O N&M argumenta com base em dados, documentos e factos e não suportado em códigos e “tradições” de ¾ de mês que resultam de delírios da própria ignorância e muita imaginação truncada.
Não é por não se ser obrigado a algo que esse algo não está sujeito à crítica (positiva ou negativa). São centenas os casos de praxes, de norte a sul do país, que merecem repúdio, e que contudo não são obrigatórios.

(continua)

WB disse...

Finalmente, caro Nuno,(continuação 2),

6º - Alguns dos alunos da ESTM que aqui expressaram a sua opinião levaram resposta devida. Quando não se lê devidamente, quando se é precipitado na análise e dão determinadas argoladas, obviamente que a resposta do N&M se faz com a devida adequação e proporcionalidade.
Já outros “comentários” de alunos da ESTM (e da ESELx), esses sim, foram barrados liminarmente, dado que, como reza o disclaimer do blogue, não se permitem insultos, nomeadamente com recurso a palavrões e baixo vernáculo. Se o insulto é a razão de quem não tem razão, então que exerçam a ditadura da ignorância e acefalia noutro lado.
Fique entretanto descansado que este blogue, desde 2006 que tem procurado informar e formar com base em factos e não em mitos, divulgando o que é genuíno em claro confronto com as “tradições a martelo” e as modas que deturpam e delapidam a Praxe. Um trabalho que pode incomodar alguns, é certo, mas cujo crédito e reputação, são amplamente reconhecidos.
Não termino sem agradecer a sua participação, a qual mesmo manifestando um ponto de vista diferente, se fez com elevação, o que só nos merece respeito.

Cumprimentos

Pedro Silva disse...

o WB a sentar os defesas e rematar forte e colocado sem hipotese para o guarda-redes.
mais uma goleada do N&M.

Anónimo disse...

podemos considerar isto a "prache" suína!
na minha faculdade num dos dias há um procedimento em que é usual os trajes e capas ficarem um pouco sujos, mas assim que acabamos a primeira coisa a fazer e ir limpar os trajes. e quando digo sujo não estou a falar nem de 1/100 desta javardeira! Imagino o credito que será dado aos futuros profissionais de saúde de uma faculdade com estas práticas...

Rosarinho disse...

Boas noites
Deixei passar algum tempo após este post pois fui eu quem enviou a imagem ao caro NM pelo facebook. Não foi por vingança, maldade ou inveja. Foi opinião. Não concordo nem nunca irei concordar com todo o sucedido, tanto das "praches" daquela faculdade (digo escola superior) como este tipo de baptismo de capas. Acusam-me de ser doida, louca tudo o que quiserem ate podem acusar de inveja: mas os anos que vivi em Coimbra fizeram me crescer muito e não estive lá na universidade, sabem porque? Porque nasce connosco e estuda-se esta vivência. Porquê eu para mudar algo que já tem tradição em si? Tenho eu algum motivo exasperante para mudar a Praxe que já existia? Melhor... Sou eu alguém para a mudar? Que me lembre somos chamados Capas Negras e não capas brancas! Que me lembre o estudante esta num constante "luto" como já dizia a minha avó (que viveu em Coimbra e viu os irmãos irem para a UC)!
Se estiver errada que me digam pois é com os erros que se aprende. Agradeço antes de tudo a existência deste blog que faço bastante referencia a alunos do secundário para que aprendam algo sobre a verdadeira Praxe e não caiam na vergonha que hoje muitas faculdades passam!

João Mendonça disse...

João

Sou aluno da ESTM em Peniche, ex-caloiro e representante da Comissão de Praxes. É engraçado tudo isto, a cobardia deste povo que passa a vida a criticar e injuriar tudo, quando na verdade nem sabe bem do que está a falar...
As fotos que apresentam aí (nas quais eu não estou presente pois era caloiro num desses anos), apresentam toda a Comissão de Praxes da ESTM, em Peniche e, correspondem tão somente a uma das praxes mais adoradas por toda a comunidade académica, caloiros e veteranos, da mesma faculdade! Trata-se de uma das praxes onde se apresentam praticamente todos os caloiros da faculdade! Portanto, não se trata de baptismos de capas nem qualquer "nojeira" como vocês, senhores doutores, gostam de chamar...
Enfim, tenho pena do país que temos...fico triste.
Apenas um comentário para aqueles "anti-tudo" neste país...

Filipa Trigo disse...

Boa Tarde,
A mim a única coisa que me fizeram foi no dia da serenata deitar vinho e a 00.00 traçar a capa como todos.
Agora eu não ia sujeitar-me a tal coisa... acho ridículo o que estão a fazer as capas visto que para muitos o traje académico é caro e se os pais vissem como fica o traje após isso e devido as dificuldades que tiveram de o comprar...
Acima de tu quem traja não deveria ser sujeito a tal coisa. Acho nojento.
Aqui fica a minha opinião e acho que deviam era pensar bem no que fazem por nem todos são obrigados a levar com "merda" na capa.

WB disse...

Caro João,

Certamente que não é ao N&M que endereçará a adjectivação de não saber do que fala, pois seria como pretender ensinar a “missa ao padre”.
As fotos constantes são um baptismo de capas, como foi inclusive confirmado por elementos afectos à ESTM (recordaria a citação seguinte, retirada de um dos comentários ao artigo, datado de 16 de Junho de 2013, “O Batismo é feito neste moldes porque assim foi acordado. Nunca ouve qualquer tipo de queixa e todos os doutores se orgulham das suas capas.O Batismo das capas simboliza tudo os que os caloiros enfrentaram ao lado do ano e tudo que superaram, faltando apenas este batismo...”).
Do mesmo modo que é condenável qualquer cerimónia dita de Praxe que passe por sujar uma capa nos moldes em que o fazem.

O facto de muitos acharem gito não significa que seja Praxe ou condenável.
Também são muitos os que apreciam a “Casa dos Segredos” e outros programas similares, o que não os transforma em programas de qualidade.
De resto, subscrevo inteiramente o que afirma, pois também eu tenho pena deste país onde a ignorância e a falta de respeito e senso para com a Tradição é o que se vê (e aquilo que você defende).
Aconselho-o a reler os vários comentários tentando perceber as razões que presidem á critica feita, convidando-o igualmente a manifestar-se no grupo do FB “Tradições Académicas&Praxe”, se tiver a frontalidade e capacidade de argumentar e justificar tal prática, mostrando precisamente que não se acobarda.

Obviamente que não o fará, bem sabemos!

João Mendonça disse...

a minha vida é muito mais do que vir para blogues e fb... e não, não se tratam de baptismos de capas as 2 fotos referentes a ESTM.

e não...não sou cobarde. cobarde é escrever em anonimo e passar a vida a criticar tudo e todos!!

Mas parabens pelo vosso fb! Sinceramente, tenho que felicitar por isso! Prevalece a ideia de mostrar a todos o que realmente são as praxes e tradiçoes academicas e nao simplesmente andarem a falar sem saber, com a maxima do "a culpa é das praxes"... Vale por isso!

Não acho é que muita coisa do que se diga corresponda a verdade e, muita gente fala e comenta sem nunca sequer ter passado por uma boa experiencia academica, praxe ou tradiçao...

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Gosto muito do vosso blog e hoje ao ler o código de praxe da minha universidade fiquei de tal modo chocado e horrorizado que tive que vos expor esta situação para saber se entendi mal, se é uma terrível piada de mau gosto ou mesmo verídico.
Transcrevo agora o excerto em questão:
"Para que a capa esteja oficialmente baptizada, esta deverá passar por: (...) depósito de esperma".
Mas isto é verdade? É que se for, nem sei que diga. Creio que devo ainda acrescentar que esta "prestigiada" e "mui nobre" instituição lisboeta é daquelas que "proíbe" a lavagem da capa se não for pela chuva...
Agradecia imenso que me esclareçam esta dúvida, pelo que deixo já o meu obrigado e boa continuação neste trabalho.

WB disse...

Caro anónimo,

O que descreve é hediondo. Baptizar a capa em esperma?
Em que instituição tal é norma, pode dizer?
obviamente que isso não apenas é anti-Praxe como vergonhoso.
Sobre o lavar da capa:
http://notasemelodias.blogspot.pt/2012/05/notas-capa-suja.html