sábado, janeiro 25, 2014

Notas ao (bada)MECO praxismo nacional.


Caros leitores,

 

O N&M não podia, naturalmente, ficar em silêncio perante a tragédia do Meco, onde 6 jovens perderam a vida e um outro ficará irremediavelmente traumatizado, quer pelo ocorrido quer, porventura, por um enorme sentimento de culpa que, como Dux, naturalmente lhe cabe por inteiro.

 Não nos adiantamos antes, porque os indícios eram pouco claros, mas, com as revelações decorrentes da reportagem levada acabo pela jornalista Ana Leal, que passou ontem no Jornal das 8 da TVI, poucas dúvidas restam sobre o modus operandi e concepção distorcida da Praxe que reina na Universidade Lusófona de Lisboa e que reflecte (por excesso) o que vai acontecendo de norte a sul do país, sem nenhuma excepção, nas actividades de recepção aos caloiros: falta de civismo, de bom-senso e muita ignorância e invenção à mistura.

O que os documentos do COPA (Conselho Oficial da Praxe Académica) comprovam são práticas de teor criminal e inaceitável que só nos podem revoltar, sejamos defensores da Praxe ou não.
 Adiantaremos que são a prova cabal daquilo que é interpretar a Praxe nos limites mais opostos à mesma, num fundamentalismo estúpido, promovido por gente estúpida, desinformada e mal-formada (mas muito “bem” formatada).


 DURA PRAXIS ???

Claro que são muitas as vozes que se indignam, e com razão, de ambos os lados da barricada.

Do lado da opinião pública, é natural, e legítimo a condenação destas práticas, e de todas demais que ostentem o nome de Praxe, por tabela.
O que sucedeu no Meco, mas não só: o que vai sucedendo pelo país, com as praxes (seja elas entre doutores ou com caloiros), só tem confirmado o divórcio e repúdio que a sociedade nutre para com estes ritos que deixaram de ser o tradicional gozo ao caloiro, para se transformarem numa selva onde vale tudo, desde que isso seja tido como praxe (e que alguns codigozecos e organismos de praxe legitimam ou consentem).
Do lado dos praxistas, existe uma natural e corporativa indignação com aquilo a que apelidam de sensacionalismo mediático, argumentando, como de costume, com teorias da conspiração, interesses económicos em favor de shares, etc.
De todos os quadrantes praxísticos vemos a defesa da Praxe ser feita com base no falacioso e eufemístico argumento: “Isso não é Praxe; na nossa academia não é assim”.

E começam aqui, neste encurvar da realidade, o auto-fuzilamento dos pés dos praxistas.
Obviamente que o que sucedeu no Meco e o que a reportagem comprova das práticas internas do COPA não serão regra, antes uma excepção, em razão da gravidade extremismo, mas isso não esconde uma verdade absoluta e factual: reina nas praxes, de norte a sul do país e ilhas, a apologia do palavrão da falta de decoro e decência, o desrespeito e abuso, a coacção física e psicológica e práticas que vão desde a ridícula brincadeira copiada dos escuteiros ou jogos tradicionais, a jogos de cariz sexual ou ajavardamento do caloiro (sujando-o com todo o tipo de porcarias) - achando, na sua ignorância, que isso é Praxe (ou praxes).

O doutores na Praxe estão revoltados e receosos com generalizações, e por um lado têm razão, tal como as Tunas e outros organismos que usam traje académico, pois assistem a uma colheita de algo que foi semeado durante anos, e agora se arrisca a ser de uma fartura que pode revelar-se mortal (e para alguns tem-no sido, literalmente).
O problema, meus caros, é que os receios são fundados, precisamente porque se pode generalizar, precisamente porque no edifício o académico há sempre uma ou outra telha de vidro ou uma clarabóia de tamanho XXL.
Bastaria aludir a um exemplo crasso que ocorre em tantos lados: Afirmar e achar que quem não foi praxado não está na Praxe, não pode trajar, não pode usar insígnias …….
E isso, meus caros, é usualmente colocado aos caloiros de uma só forma: “ou és pela praxe ou és anti-praxe. Ou aceitas ser praxado ou ficas proibido de X, Y e H”.
Se isto não é coacção, não sei que será. Praxe não é, garanto...nem praxes.

Atrás disso vem o resto.

E não enjeitemos outra questão, também ela grave: o argumento que tantos disparam, de gatilho leve, de que “quem não vive a Praxe não compreende”.
Aqui puxaremos dos poucos galões que possamos ter para dizer que quem afirma isso não tem sequer noção da parvoíce que disse (e está bem de ver que, não ter noção das coisas, não é só no Meco).

O N&M considera-se suficientemente conhecedor e experiente para também afirmar em coro, a par com a opinião pública, que grande parte daquilo que vê nas praxes não compreende. Não compreende porque sabe o que é Praxe, e sabe que a larga maioria das actividades apelidadas de praxe, afinal, são coisa nenhuma.
E enquanto os estudantes tiverem a presunção que sabem o que é Praxe a coisa não muda.

A DEFESA DA PRAXE


Têm razão os muitos estudantes que afirmam que o que se passou na Lusófona não é Praxe. Têm toda a razão. Mas também o não são grande parte das suas práticas, independentemente de não causarem feridos ou mortes (antes ferindo e manchando a imagem que dão à opinião pública). Como acima dito, ninguém tenha a presunção de afirmar que "na sua casa é que é", só porque não há casos similares aos da Lusófona. Não há, porventura, com tal gravidade, mas heresias praxísticas.....são aos pontapés, contribuindo de igual forma para o actual estado de coisas.

O "inimigo" a "abater", caros praxistas, não é a opinião pública e muito menos os jornalistas ou cronistas. O inimigo está nos organismos de praxe, nas praxes, no vosso círculo, nas vossas instituições. O inimigo chama-se ignorância, invenção e falta de bom senso e civismo.

Se a opinião pública não sabe o que é Praxe e julga apenas por aquilo que vê nas notícias, nas fotos, nos vídeos do youtube, no que vê na rua…………………… ajuíza, contudo, com base em factos reais e não em ficção, na lenha que lhe fornecemos (e com que agora, muitos, exigem auto de fé).

Se a opinião pública e os jornalistas caem logo em cima de qualquer problema ligado a praxes, generalizando e extremando posições, fá-lo com base na imagem e no produto Praxe que lhes foi “vendido” e publicitado pelos próprios praxistas, pelos próprios estudantes, ao longo de anos e anos (traduzido em práticas e abusos reais).

Não se faz a defesa da Praxe argumentando que todos os incidentes que ocorrem são excepções, porque não o são: são apenas o corolário de práticas já de si envenenadas e condenáveis que deram para o torto (muitas outras, em muitas outras academias, não tiveram desfechos tão graves, mas não deixam de ser práticas altamente reprováveis).

A defesa da Praxe e a reabilitação da imagem do estudante e das Tradições Académicas faz-se com os estudantes a indignarem-se e condenarem essas mesmas práticas distorcidas e abjectas que inundam as recepções ao caloiro em toda a geografia portuguesa, e indignando-se com as pessoas que protagonizam esses actos.
É isso que a opinião pública espera: ver que os estudantes estão dispostos a fazer algo mais do que escamotearem, desculparem-se ou sacudirem a água do capote dizendo que "isso são os outros" ou apenas "uns quantos". As pessoas esperam ver nos estudantes uma mudança e desejo, posto em prática, de rever posições, concepções e atitudes, passando a pente fino tudo o que tem sido o cardápio de pseudo praxes.

 A defesa da Praxe passa por um movimento de contestação interna e de um corporativismo que, desta vez, faça saltar a lei da rolha (rolha do "isto só é para quem lá está"), porque quem não deve não teme, não esconde nem faz as coisas às escondidas. Praxes correctas não temem o escrutíneo seja de quem for, não se escondem como se fossem rituais maçónicos ou sociedades secretas.

A haver caça às bruxas, não é preciso “entrupar” as academias para fazer a defesa da honra com chavões enganosos de que na sua casa não é assim ou que isto ou aquilo não é Praxe. As bruxas não estão numa floresta literária ou cinematográfica dos contos dos irmãos Grimm, nem na suposta falta de conhecimento da parte da opinião pública sobre Praxe. As bruxas vivem e reinam nas academias, alimentadas pela passividade e consentimento de todos, de todos os que por falta de informação e espírito crítico não questionam as práticas, os códigos e os seus organismos de praxe, não procuram saber e fundamentar o que fazem, repetindo sem critério e depois fazendo o papel de madonas ofendidas, quando se lhes diz que estão errados.

A defesa da Praxe, por isso, não se faz com pseudo-campanhas facebookianas a pedir para as pessoas meterem imagens de praxes no perfil -  e incitando-as a dizerem bem das praxes, nem com a criação de páginas em defesa da Praxe (onde se misturam e diluem discursos muitas vezes paradoxais) - que acabam por fazer precisamente o que os delatores das praxes querem: dividir para reinar, impedindo que os estudantes parem para reflectir e falar a uma só voz e com um só discurso coerente (pensando e ponderando, antes de se precipitarem).
Não se faz com petições vazias de conteúdo e que apenas exprimem uma mal amanhada forma de protesto, sem nenhuma proposta, nenhum fio condutor, numa linha de acção que não seja bater o pé, fazer barulho e exprimir um amuo de quem só tem para dizer "a Praxe é fixe, eu só tenho coisas boas a lembrar e dizer dela".
Do mesmo modo que não se faz, igualmente, atirando-se a votar em sondagens como quem transfere o seu academismo e responsabilidade para uma gráfico que não justifica nem legitima posição alguma.

E quando leio, em alguns sites, a sugestão de um debate com a participação de representantes dos conselhos/comissões de praxe, ou de uma tal Comissão Nacional das Tradições Académicas…………acreditem que tremo que nem varas verdes, sabendo que entregar a defesa da Praxe a esses organismos é cometer suicídio, pois  virão com o mesmo argumentário saloio de que não conseguem supervisionar tudo e todos, que são casos excepcionais, que assinaram uma carta de princípios, que punem os infractores ou que “aquilo” não é Praxe. Virão com a desculpa que os seus códigos já proibem abusos, esquecendo-se que o papel nada vale se não passar à prática.
Na prática…….. continua tudo na mesma, grosso modo.
Alguém os viu a promover a formação e informação?
É, acaso, o debate das questões, a base da sua acção integradora? São esses organismos fonte de conhecimento, excelência e rigor no tocante ao conhecimento sobre Tradição Académica e sobre lisura de procedimentos?
Pois.........................

Para enterrar a praxe não é precisa a opinião pública ou supostos jornalistas/cronistas mal intencionados……….
Para enterrar a praxe temos tido, ao longo destes anos e anos, coveiros com fartura, formados nas praxes, e muitas vezes ostentando cargos praxísticos, coveiros de “capa e batina” que fazem das suas colheres orgulhosas pás.
Há que reconhecer que a tragédia do Meco apenas se tornou a gota de água para um acumular de situações diversas que, em menor ou maior grau, se inscrevem na lista de causas para o actual estado a que se chegou.

É preciso dizer basta e começar a fazer uma limpeza, uma renovação, desde logo de mentalidades.

De nada vale apregoar que a Praxe tem aspectos fantásticos ou que determinados filmes são parciais e só mostram o lado “negro” das coisas. Enquanto existir um lado negro, de nada vale tentar tapá-lo ou menoriza-lo com campanhas de contra-informação e limpeza da imagem.
Enquanto os problemas não forem resolvidos internamente, enquanto o edifício académico continuar a sofrer de degradação e falta de manutenção, nenhum taipal ou grafiti artístico irá disfarçar os buracos, as estruturas danificadas que ameaçam fazer ruir a construção.

Se os praxistas e organismos de Praxe querem fazer algo, de facto, em favor da Tradição Académica, comecem por aceitar e reconhecer as suas falhas e procurem eliminar as más práticas, desde logo fazendo uma revisão dos códigos e apostando na sua própria formação, com base em informação credível, ao invés de inventarem tra(d)ições, interpretarem sem saberem ou acharem que o assunto não diz respeito a ninguém.

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O que se passou no Meco não deve ser esquecido, antes servir de pretexto para mudanças profundas. Que nada fique como dantes, sob pena de se estar a auto-desferir o golpe definitivo na Praxe.

Todos aqui saem a perder, desde logo as famílias cujo sofrimento não pode ser maior (mais ainda depois de começarem a realizar oque de facto se passava na Lusófona).
O N&M endereça condolências aos familiares, solidarizando-se com a sua dor, pois a perda é irreparável, independentemente da inexplicável insconsciência daqueles miúdos.

Todos saem a perder, porque também a imagem da Praxe (e porventura de outras organizações) foi fortemente abalada. Mas já precisava desse abanão, porque se chegou a um ponto de ruptura necessário há muito. A história da Praxe é feita de continuidades e de rupturas.
O tempo é de ruptura (é tempo de a promover), para reencontrar a continuidade antes perdida, regressando ao que é genuino, digno e enriquecedor da cultura e imagem estudantis, àquilo que se coaduna com valores que uma sociedade de bem, democrática e respeitador deve valorizar.

Podermos ter algo a ganhar, quando as pessoas perceberem que há que redescobrir o que é Praxe (e o que mais temos é ignorância nesse capítulo), e procurarem adequar as suas “tradições” à Tradição, de facto (e, para isso, é preciso investigar e pesquisar).

14 comentários:

Anónimo disse...

Subscreve totalmente o que aqui está escrito.

Trix

Monica Silva disse...

Bom texto, concordo com quase tudo, e na minha opinião mal ouvi os pormenores da noticia e já antes de ver a reportagem disse logo "Aquilo não foi praxe, chamem lhe o que quiserem mas não é praxe".
Eu acho que aqueles que estudam as Tradições Académicas e sabem estar em Praxe se deviam juntar todos e criar uma organização qualquer ou comissão (como lhe quiserem chamar) e ensinar as pessoas o que é "estar em praxe". Alguma coisa a nível nacional para evitar este tipo de acidentes, limpar este tipo de pensamentos errados e mostrar o lado "bom" de "estar em praxe". Porque eu vejo muitas pessoas a falar sobre o assunto mas infelizmente nada se faz. Proibir estes comportamentos vai marginaliza-los e mais acidentes deste género vão acontecer. Seria na minha opinião mais benéfico puni-los de outra forma, separando-os da verdadeira noção de "estar em praxe". Mas esta é somente a minha humilde opinião, eu fui praxista, e ensinaram me a ter tinha bom senso, respeito e responsabilidade e a cima de tudo que quando não podemos e não gostamos, dizer que não sem medos.

Ana Mateus disse...

Grande texto. Obrigada, é que é isto mesmo.

Anónimo disse...

Isto sim é um comentário com pés e cabeça ao tema! Era uma pessoa como a que escreveu este texto que gostaria de ver na tv a discutir o tema e não o que provavelmente acontecerá e aqui foi dito. Sábias palavras!

Anónimo disse...

Sou um praxista já com alguns anos de praxe e concordo em grande parte com o sua opinião. No entanto:
apesar de todos os meus anos de praxe tenho que dizer que de facto só conheço a realidade da minha faculdade, não estou a dizer que não se cometem erros na minha faculdade mas de facto há coisas que nunca lá vi;
no atigo escreveu que “ou és pela praxe ou és anti-praxe. Ou aceitas ser praxado ou ficas proibido de X, Y e H”. Se não concordo minimamente com a primeira frase (tenho muitos bons amigos que pura e simplesmente nunca quiseram ir à praxe) acho que tem algum sentido quem não é praxista não ir a actividades da Praxe. Tal como se alguém não gosta das regras que tenho em minha casa não aparece para os meus anos, não?
Concordo que existe muita ignorância na Praxe. Eu próprio há muita coisa que não sei... mas vou tentando aprender. Mas não vejo qual é o problema de se fazerem brincadeiras na Praxe. Que se ensine sim, mas também há tempo para outra coisas.
Escreveu sobre o abuso dos palavrões na Praxe. Tenho que me confessar culpado disto, no entanto faço-o não só na Praxe, não fosse eu da cidade do Porto.
Na minha faculdade (e na UP em geral) recusamos completamente qualquer tipo de recolha de imagens, não porque tenha vergonha do que fazemos mas, da maneira que eu o vejo, se trata duma forma de proteger os caloiros. É verdade que eles fazem muitas coisas parvas mas nunca consideraria humilhação talvez porque fica sempre dentro de praxe. A partir do momento que pessoas exteriores podem assistir é, na minha opinião, mais difícil de lidar.
Quanto à introdução de novas tradições acho que tanto pode ser bom ou mau, tal como em tudo.

Quero acabar por dizer que estou no meu último ano de estudante. Posso dizer sem dúvidas que o ano que gostei foi o de caloiro. Em todos os meus anos nunca mandei alguém fazer alguma coisa que eu não tivesse feito ou que hesitasse em fazê-lo (excepto quando para demonstrar que os caloiros podem e devem dizer não). No entanto tenho a certeza que pessoas que nunca estiveram na Praxe considerariam que certas coisas ultrapassavam os limites. Pode ser erro meu mas nunca o achei em caloiro e continuo a não o achar.

martana disse...

Caro senhor, não posso deixar de o cumprimentar pelo seu belíssimo texto. Pela primeira vez, em toda esta discussão, alguém apresenta argumentos bem fundamentados, inteligentes e muito sensatos. Gostei francamente das suas opiniões e do retrato que faz relativo às praxes, a quem as defende e a quem as abomina, não pelo que se diz, mas pelo que sevê, em qualquer canto e esquina, fonte ou praça. Parabéns!

Anónimo disse...

Muito bom, este texto. Espero que a verdade (seja ela qual for) seja descoberta e seja feita justiça.

Anónimo disse...

Boa tarde N&M visto os últimos acontecimentos e não querendo menosprezar a morte destes colegas gostaria de pedir que o exmo. elabora-se um artigo (no caso de ainda não existir) sobre o código de praxe. Tenho este blogue em grande apreço e, é por isso que lhe peço, humildemente, uma proposta sua de um código de praxe que realmente respeite e defenda o verdadeiro sentido de PRAXE.

Agradeço a sua atenção,
Saudações Académicas

Anónimo disse...

Eu sabia que, quando viesse aqui ler a sua opinião, não me iria arrepender. O que falta à Praxe? Conhecer a Praxe! Obrigada pelo fantástico testemunho.

Pedro Silva disse...

só não entendo porque não convidam para os debates sobre praxe que existem na tv o N&M que tem uma visão de quem sabe do assunto.
vão lá falar pessoas falar de praxes que só dizem besteiras

Anónimo disse...

Com o muito pesar, vejo que este blog se pronunciou um pouco cedo de mais acerca deste assunto.

http://www.rtp.pt/play/p1047/e142527/sexta-as-9-ii

WB disse...

Caro anónimo,

Desengane-se. Não é essa entrevista que refere que convence seja quem for, quando os próprios documentaram, pormenorizadamente, os ritos que eram usuais no seio do COPA.
Paradoxal é nem sequer mencionarem isso e pretenderem ser totalmente alheios a isso.
Não, meu caro, aquela entrevista é uma vã tentativa de atirar areia aos olhos das pessoas.
Recordo que o artigo, contudo, não é essencialmente sobre esse caso.

Já agora:
http://www.tvi.iol.pt/noticia/aa---videos---sociedade/meco-praxes-praxe-lusofona-dux-tvi24/1533048-5795.html

Anónimo disse...

Por muito respeito que eu sempre tive a este site apenas digo... comentar e afirmar algo sobre provas que saíram na televisão, que nunca foram mostradas na totalidade e que são descontextualizadas e montadas, para mim, não tem grande valor, defende-se muito que muita gente anda a agir mal, mas a meu ver vocês também o fazem ao acreditar nisso...pensem bem em tudo o que sai na televisão e nos jornais

WB disse...

Caro anónimo,

É muito interessante esse seu argumento, ou seja, quando o que sai a público não agrada ou convém, é mau jornalismo e não se deve acreditar. Só resta vocé dizer que os documentos mostrados são forjados!
Era o que mais faltava. Até porque ninguém, até agora, do COPA veio contestar os documentos em causa.

Não, caro anónimo, não embarcamos em certezas absolutas, apenas damos eco de evidências, até agora nunca contra-argumentadas por quem de direito (falamos de documentos do próprio COPA sobre actividades que decorreram em anos anteriores, nomeadamente).
Não há, por isso, qualquer decontextualização.

Agimos em defesa da Tradição e da imagem da mesma, mesmo que isso signifique apontar o dedo àquilo que é feito abusivamente em seu nome.

Há quem não goste, precisamente porque se lhe "descobre a careca".
Azar.